A transformação digital da economia angolana entrou numa fase em que a questão central já não é apenas a expansão da conectividade ou a adopção de novas tecnologias, mas a capacidade de garantir que os sistemas digitais permanecem disponíveis, seguros e funcionais perante falhas, ataques e situações de crise.
É neste contexto que a IX Conferência E&M Digitalização propõe uma discussão centrada na Resiliência digital em análise três pilares fundamentais da economia contemporânea: as infra-estruturas de Angola, colocando de conectividade, a cibersegurança e os sistemas de pagamentos.
No domínio das infra-estruturas digitais, importa discutir se a capacidade instalada corresponde, efectivamente, à qualidade e disponibilidade dos serviços oferecidos aos cidadãos e às empresas.
A cibersegurança, por sua vez, constitui o segundo eixo desta discussão. À medida que bancos, empresas, instituições públicas e infra-estruturas essenciais se tornam mais dependentes de sistemas digitais, aumenta também a exposição a incidentes capazes de afectar operações, dados, serviços e confiança. A operacionalização da Lei da Cibersegurança, o funcionamento do Centro Nacional de Cibersegurança e a institucionalização do CERT nacional levantam questões concretas sobre governação, resposta a incidentes e coordenação entre entidades públicas e privadas.
O terceiro eixo será dedicado aos pagamentos digitais, uma infra-estrutura crítica para o funcionamento da economia. A crescente digitalização dos pagamentos torna particularmente relevante discutir a resiliência dos sistemas perante falhas de redes móveis, interrupções de serviços ou incidentes tecnológicos. A concentração de infra-estruturas de pagamentos, os mecanismos de redundância e a gestão do risco sistémico devem ser analisados à luz da crescente dependência da economia de meios electrónicos de transacção.
Mais do que discutir tecnologia pela tecnologia, a IX Conferência E&M Digitalização pretende trazer ao debate uma questão central: quão preparada está a economia angolana para continuar a funcionar quando as suas infra-estruturas digitais são submetidas a uma falha, a um ataque ou a uma interrupção crítica? A resposta passará por infra-estruturas redundantes e acessíveis, energia estável, regulação adequada, capacidade nacional de ciberdefesa, capital humano especializado e sistemas de pagamentos capazes de resistir a perturbações? E numa economia cada vez mais digital, resiliência será apenas uma questão tecnológica? Ou será uma condição de continuidade económica, confiança empresarial e desenvolvimento nacional?
RECEPÇÃO DE CONVIDADOS
SESSÃO DE ABERTURA
Boas-vindas Representante da Economia & Mercado
DISCURSO DE ABERTURA
Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social
PAINEL I
INFRA-ESTRUTURAS E CONTINUIDADE DE SERVIÇOS
PRELECÇÃO KPMG
O CUSTO ECONÓMICO DA INDISPONIBILIDADE DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES: QUANTO VALE UMA HORA DE REDE EM ANGOLA?
MESA REDONDA I
INFRA-ESTRUTURAS CRÍTICAS E CONTINUIDADE NACIONAL: DA CAPACIDADE INTERNACIONAL À ÚLTIMA MILHA
INACOM
Angola Cables
Unitel
RAXIO
Mercury
Paratus
MODERADOR Sebastião Vemba
PAINEL II
PRELECÇÃO PwC
CIBERSEGURANÇA E CONFIANÇA DIGITAL: PREVENÇÃO, RESPOSTA A INCIDENTES E PROTECÇÃO DE DADOS
MESA REDONDA II
DO INCIDENTE AO REGIME JURÍDICO: O QUE FALTA PARA PROTEGER AS INFRA-ESTRUTURAS CRÍTICAS ANGOLANAS?
Agência Nacional de Protecção de Dados
SISTEC
New Cognito
TIS
MODERADOR André Samuel/Gessildo Bengui/Especialista
INTERVALO
PAINEL III
MESA REDONDA III
PAGAMENTOS, FRAUDE E INCLUSÃO: O SISTEMA AGUENTA?
Check-IN
EMIS
Unitel Money
Afrimoney
Pay4All
Appy Pay
MODERADOR Sebastião Vemba
SÍNTESE E LEITURA ESTRATÉGICA
ENCERRAMENTO